Mais de sete mil famílias foram afetadas por conflitos de terra no Acre em 2025, diz estudo

  • 01/05/2026

Mais de sete mil famílias foram afetadas por conflitos de terra no Acre em 2025, diz estudo

Acre registrou 72 conflitos de terra em 2025 Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre O Acre foi o quarto estado da região norte em conflitos de terra durante o ano de 2025. Ao todo, foram registradas 72 ocorrências do tipo que afetaram 7.371 famílias em todo o estado. O número é maior do que o registrado em 2024, quando foram documentados 59 conflitos e 6.115 famílias atingidas. Os dados fazem parte do relatório 'Conflitos no Campo Brasil 2025' divulgado pela Comissão Pastoral da Terra na última segunda-feira (27). Além dos dados de conflitos por terra, o levantamento também mostra que foram registradas duas ocorrências de trabalho escravo no estado, com 19 trabalhadores resgatados, e um conflito pela água, com 300 famílias afetadas. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp “A proliferação de conflitos na região Norte e em áreas de ocupação mais recente (Oeste baiano, sul do Maranhão) do Nordeste reflete uma tendência que marca a luta por terra no Brasil desde os anos 1970: a expansão dos negócios com a terra [...]”, aponta parte do relatório. Ministério Público do Trabalho quer punir grandes empresas envolvidas com trabalho escravo Ao todo, o Acre teve um total de 75 conflitos no campo e mais de 30 mil pessoas foram afetadas por ele. Na região norte, o estado fica atrás do Pará, com 145 ocorrências, de Rondônia, com 115, e do Amazonas, com 89. Em toda a região, foram registradas 529 ocorrências. (Veja o gráfico abaixo) LEIA TAMBÉM: Acre registrou 84 registros de conflitos de terra em 2023 Indígenas denunciam invasão de terras e uso de mata virgem para pasto no interior do Acre Justiça Federal determina que ICMBio monte plano e delimite áreas na Resex Chico Mendes no Acre em 5 meses Os conflitos por terra, segundo o estudo, se referem às ações de resistência e de enfrentamento à posse, uso e propriedade da terra e acesso a recursos naturais como seringais, por exemplo. Já os conflitos trabalhistas englobam os casos em que na relação entre empregador e empregado existam indícios de trabalho escravo e superexploração. E os conflitos pela água, ainda segundo o levantamento, são as ações de resistência que visam garantir o uso e a preservação das águas. Números sobre violência O estudo também apresenta um levantamento sobre o número de pessoas vítimas de algum tipo de violência. “Por Violência entende-se o constrangimento, danos materiais ou imateriais; destruição física ou moral exercidos sobre os povos do campo e pessoas aliadas. Esta violência está relacionada aos diferentes tipos de conflitos registrados e às manifestações dos movimentos sociais do campo”, destaca o relatório. No Acre, foram registradas 906 ameaças de despejo, 2.750 tentativas de ameaça ou expulsão, 1,8 mil bens destruídos, uma pistolagem e 4.333 invasões. Além disso, também foram registradas dez ameaças de morte. Relatório 'Conflitos no Campo Brasil 2025' também apresenta um levantamento sobre o número de pessoas vítimas de algum tipo de violência Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre “Quanto a despejos, a maior incidência é na região Norte, com 2.422 famílias afetadas e 6.189 ameaçadas, com destaque para os estados de Rondônia [3.227], Pará [1.279] e Acre [906]”, detalha o relatório. Em todo o país, foram registradas 1.286 ocorrências de conflitos por terra, uma redução de 27,3% em relação a 2024, quando foram registrados 1.768 embates. Já os conflitos por água, o Brasil registrou 148, além de 159 de conflitos trabalhistas. Ao todo, 855.126 famílias foram afetadas por esses conflitos. Reveja os telejornais do Acre

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